No corrente ano de 2009, ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas, apresentamos o MOVIMENTO BRANCO. Um movimento sem rosto, que não se posiciona politicamente nem se baseia em nenhuma ideologia. Um movimento independente, cujo objectivo é criar uma opção de voto alternativa, que veicule uma mensagem apartidária, de protesto, manifesto da descrença nos partidos políticos, nos indivíduos que os representam e na classe política em geral.
O Movimento Branco recusa a abstenção, considerando que todo o cidadão tem o dever de votar, participando activamente na vida cívica do país, mas deve ter o direito de expressar, através do voto, o seu descontentamento face ao estado actual do país, provocado por sucessivos erros de governação, significando portanto que o votante não subscreve as directivas de nenhum dos partidos, não vê nos seus representantes um líder capaz e não acredita nas soluções por eles apresentadas para o futuro de Portugal.
Assim, a todos os cidadãos portugueses em idade de votar, que se identificam com a mensagem que aqui se define, apela-se que participem nos actos eleitorais agendados para o presente ano, utilizando, como forma de expressão e denúncia, o VOTO EM BRANCO.
O Movimento informou-se e teve em consideração experiências anteriores de carácter semelhante (por exemplo, o movimento “Um Rumo para Portugal”, de 2005). Verificamos, no entanto, que a utilização do voto em branco como meio de protesto tem vindo a ser sucessivamente ignorada: nas contagens dos votos e na publicação dos resultados daí resultantes, em que os media têm um papel importante, este tipo de votos é desvalorizado e inclusivamente, interpretado como uma forma de abstenção.
Por esse motivo, o Movimento Branco compromete-se a realizar uma eficaz campanha de divulgação, idealmente através dos meios de comunicação social, de modo a garantir que a voz daqueles que escolham aderir ao Movimento seja ouvida e que a mensagem veiculada pelos seus votos seja explicitamente interpretada e traduzida em números, que esperamos significativos.
Finalmente, salientamos que o Movimento Branco não pretende assumir responsabilidades políticas, pretende sim causar polémica, ser revolucionário e assegurar que um eventual candidato eleito tenha conhecimento da existência de uma percentagem da população votante insatisfeita e descrente, e que o seu trabalho futuro deverá procurar restituir a confiança dos eleitores.
Concordo plenamente, da forma como a política de tantos e do governo, tentam branquear a nossa vida social, e os problemas que a estão a minar consecutivamente, só um gruto alargado e independente impedirá o branquemento de tanta indiferença, oportunismo e corrupção.
o voto em branco continua a permitir que haja manipulação de dados por quem divulga a informação e continua a permitir a distribuição de lugares pelos políticos na assembleia da republica. NÃO CONSIGO VER COMO É QUE ISSO É REVOLUCIONÁRIO.
aquilo que assistimos diariamente é os governos ps e psd odiarem os comunistas… quer dizer que OS COMUNISTAS TÊM UMA POLÍTICA DIFERENTE do que esta gentalha. o melhor remédio para se fazer uma revolução é aliarmo-nos à corrente contrária destes sucessivos governos de direita – os comunistas.
Eurídice Rocha – Coimbra
Se a nossa opinião fosse essa, o Movimento não se chamaria branco, mas sim Comunista.
Para nós, os políticos actuais não servem, ponto final. Direita ou esquerda, é indiferente.
Cara Eurídice,
Não vejo o ps e psd a odiarem comunistas, pelo menos não mais do que a odierem-se um ao outro e aos restantes partidos. Que tenham uma politica diferente até concordo, no entanto, a maneira de fazer política é a mesma na sua essência (mandar postas uns aos outros, a nível pessoal quando possível, e um vazio enorme no que toca à discussão de assuntos importantes). Penso que é esta ideia que o movimento tenta passar.
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PEDITORIO URGENTE PARA O PRESIDENTE CAVACO SILVA
EXMOS CIDADAOS PORTUGUESES
VENHO AQUI PROMOVER UM PEDITORIO URGENTE PARA SALVAR DA BANCA-ROTA
NOSSO MAIS ILUSTRE REPRESENTANTE.
SEGUNDO O PROPRIO ( PRESIDENTE CAVACO SILVA ), ELE ESTA COM GRAVES PROBLEMAS
FINANCEIROS, DEVIDO AS APLICACOES FINANCEIRAS QUE TEM EM BANCOS
PRIVADOS QUE FORAM MUITO DESVALORIZADAS.
TEM PERDIDO MUITO DINHEIRO ” COITADINHO “. FIQUEI REALMENTE
SENSIBILIZADO COM SUA SITUACAO FINANCEIRA, E TAMBEM SEU ESTADO DE
SAUDE.
“ SO PARA LEMBRAR “, O SR. SILVA TEM TRES REFORMAS CHORUDAS PAGAS
PELOS OTARIOS DOS CONTRIBUINTES PORTUGUESES.
PORTANTO, ACHO MAIS QUE JUSTO ORGANIZAR UM PEDITORIO PARA
O SR. SILVA, QUE E VITIMA DOS MALVADOS BANQUEIROS.
MINHA CONTRIBUICAO SERA DE 1 CENTIMO, VALOR MAIS QUE SUFICIENTE
PARA LHE COMPRAR SUPOSITORIOS, E ENFIA-LOS NO DEVIDO LUGAR DE
SUA EXCELENCIA, O SR. PRESIDENTE DA REPUBLICA PORTUGUESA.
SE PRECISAR DE AJUDA PARA COLOCA-LOS TEREI MUITO PRAZER EM COLABORAR,
APESAR DE MINHA ABSOLUTA FALTA DE EXPERIENCIA NA UTILIZACAO DE SUPOSITORIOS E
OUTRAS COISAS.
SOMENTE QUERO O BEM ESTAR DE SUA EXCELENCIA ……………..RSRSRSRSRRS
MAS PODEMOS COMPRAR SUPOSITORIOS DAS CALDAS DA RAINHA, PORQUE
DEVEM FAZER EFEITO MAIS RAPIDAMENTE, APESAR DE PODER CAUSAR AO DIGNISSIMO
PRESIDENTE CAVACO SILVA ALGUM INCOMODO …………….. RSRSRSRSRS
PORTANTO CAROS PORTUGUESES …………….. CONTRIBUAM — MANDEM CHEQUES DE 1
CENTIMO PARA O PALACIO DE BELEM EM LISBOA, PARA AJUDAR O DIGNISSIMO PRESIDENTE
DA REPUBLICA PORTUGUESA A SAIR DA GRAVE SITUACAO FINANCEIRA QUE SE
ENCONTRA, E TER DINHEIRO PARA COMPRAR SUPOSITORIOS , DEVEMOS TODOS
AJUDA-LO…………….. E UM DEVER CIVICO E PATRIOTICO.
HA, JA ME ESQUECIA…..
ABSTENCAO EM FORCA NAS ELEICOES LEGISLATIVAS /AUTARQUICAS.
UM ABRACO DEMOCRATICO.
RAMIRO LOPES ANDRADE
ramirolopesandrade.blogspot.com
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
DIVIDA EXTERNA DE PORTUGAL // 348 MIL MILHOES DE EUROS // DEZEMBRO 2008
348 BILIOES DE EUROS EM DIVIDA EXTERNA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MAIS COMENTARIOS PARA QUE ?
E ASSIM QUE SE ENTERRA UM PAIS, EU JA VI ESTE FILME NO BRASIL ……..
CADA HOMEM / MULHER E CRIANCA PORTUGUES, DEVE AOS BANCOS
INTERNACIONAIS 34.828,00 EUROS ( TRINTA E QUATRO MIL OITOCENTOS E VINTE OITO EUROS ).
VIVA PORTUGAL !!!!!!!!!!!
UM PAIS GOVERNADO POR GATUNOS E OUTRAS COISAS MAIS.
UM ABRACO DEMOCRATICO.
RAMIRO LOPES ANDRADE
ramirolopesandrade.blogspot.com
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http://www.bportugal.pt/stats/sdds/extdebt.htm
Viva!
Há algum tempo que pensava em iniciar um movimento deste género. Hoje finalmente fiz uma pesquisa e encontrei este blog. É um começo!
Penso no entanto que o caminho tem de ser diferente. É obvio que é importante dar destaque às atitudes pouco sérias que os políticos vão tendo, e às barbaridades que vão acontecendo um pouco por todo o lado, no entanto:
1) isto já faz mais ou menos parte do conhecimento geral… se calhar 8 em 10 pessoas acham que os políticos são uns ladrões… e continuam a votar em partidos, ou a absterem-se.
2) é mais uma aproximação destrutiva… em alguns aspectos similar ao que os políticos fazem já hoje em dia, quando passam as próprias campanhas a atacarem-se uns aos outros… e não deixa em lugar nenhum uma opção contructiva (um politico deve ser isto, aquilo e aqueloutro, deve fazer bla, bla e bla…)
continua no prox post … (pra manter os posts relativamente pequenos)
Para mim o objectivo de um movimento branco é claro: ter 50% dos votos totais para que determinadas eleições sejam repetidas (sendo que todos os participantes das listas não se podem candidatar outra vez, acho)… isto limpava logo as camadas superiores dos partidos, abrindo caminho para um revolução política…
É óbvio que este objectivo pode parecer um bocado surreal, no entanto, existem benefícios intermédios. Assim que este tipo de movimento obtivesse uma fracção superior a 15-20%, a classe política entraria em estado choque e poderiamos começar a esperar algumas mudanças…
No entanto, acho que um movimento deste género tem de declarar explicitamente as mudanças que pretende na classe política, não simplesmente, estes não servem, venham outros…
[acho também que não há problema nenhum em dar a cara... eu percebo a intenção, de que não existe ninguém que queira lucrar - pessoalmente - com isto. Mas penso que faz falta para a divulgação e avaliação do movimento.]
continua…
Ok… o que é que nós (eu) queremos de um político, e o q é q está de errado com os actuais?
Do meu ponto de vista a actividade de um político tem 2 tarefas principais:
1) tomar decisões
2) explicar a tomada de decisões (em todas as suas fases: discussão, preparação e decisão) aos habitantes/votantes.
Quanto ao ponto 1)… O que se espera aqui é que um político consiga reunir a equipa necessária (o que pode envolver entidades externas que relaizem estudos e ajudem a tomar a decisão que faça mais sentido) para tomar a melhor decisão, ou pelo menos a decisão mais informada e razoável que é possível tomar naquela altura (pode também ser que a discussão/estudos cheguem à conclusão que é impossível dizer qual a melhor decisão numa certa altura).
Quanto ao ponto 2)… durante o processo de tomada de uma decisão, um político deve explicar à população porque escolheu determinada equipa e encomendou os estudos que encomendou. A partir desses estudos e da discussão interna, um político deve conseguir tornar o problema entendível, tanto quanto possível, para a população, e explicar quais as soluções possíveis, quais as implicações, e em todos os passos desta explicação deverá usar factos objectivos, nunca dados subjectivos..
continua…
vamos a um exemplo concreto… o que gostaria de ver um [hipotetico] politico fazer…
caso da segurança social:
primeiro é preciso explicar o problema à população… basicamente há reformas e pensões (para simplificar vamos ignorar os subsidios de desemprgo e afins) para pagar todos os meses, sendo o dinheiro descontado a todos os trabalhadores activos para pagar essas reformas e pensões… ora o numero de pessoas na reforma é previsto que aumente todos os anos daqui pra frente, não sendo acompanhado por aumento da população activa (que desconta o dinheiro pra pagar aos velhotes…)… se tudo continuar como está a seg. social pode entrar em falência…
ok… temos um problema, agora o político deve explicar à população o que podemos fazer para resolver o problema… então, neste caso particular temos as seguintes variáveis onde podemos mexer [esta descrição pode ter erros ou falhar em algum aspecto dado que eu não sou economista e nunca me debrucei sobre problema a sério]: 1) aumentar a idade da reforma, 2) diminuir a percentagem do salário que é paga na reforma, 3) aumentar a percentagem de descontos de seg. social nos salários, 4) aumentar a percentagem de pop. activa relaxando políticas de imigração, 5) não fazer nada e privatizar o sector. Ok as coisas ficam claras onde podemos mexer. Há sempre alguém que fica a perder quando se mexe em determinada variável (talvez excepto 4), mas a questão é q se queremos manter a seg. social a funcionar temos de fazer alguma coisa… a população tem de perceber isto… o dinheiro não cresce nas árvores… e o trabalho de um político é trazer esta consciência a público!
Ok… então agora o político ja tornou a população consciente… o político deve reunir-se com a sua equipa e analisar os estudos feitos pelas pessoas competentes na matéria, e finalmente tomar uma decisão. Quando toma a decisão, o político deve vir a público explicar porque tomou a decisão, para que o processo seja transparente e percebido pela população. Imaginemos que o político decidiu (puramente hipotético) aumentar a idade da reforma em 0.5% por ano, aumentar a taxa de seg. social em outros 0.5% por ano, e diminuir a percentagem de salario recebido em 0.5% também por ano… enquanto esta tendência de envelhecimento da população se verificar (tb pode ser quantificável). E neste caso o político explica que estas alterações permitem manter o equilibrio na seg. social e o critério de decisão foi tratar da mesma maneira reformados e pop. activa… óptimo, totalmente transparente. É óbvio que os valores da decisão em si podem ser discutidos, e outras medidas analisadas (mas não é aquilo que estou a tentar demonstrar aqui… apenas que o processo de tomada de decisão e a conscialização da população fazem parte da tarefa do político e não é isso que eles fazem).
Quantas vezes vimos uma discussão deste género numa campanhã eleitoral?… nunca? eles perdem o tempo (deles e nosso) com tricas do genero “eles usam crianças na campanha eleitoral”, “eles deviam pedir desculpa por agredirem não sei quem…”, e tangas afins…
Pode ser argumentado que este tipo de discussão não será acessível a toda a população, mas 1) o trabalho do político é tornar a discussão o mais acessivel possivel e 2) se 10% da população se envolver desta maneira agora já é um começo… se calhar daqui a 20 anos são 80%…
É isto que eu quero de um político…
continua…
Ok, é o último post… uns quantos pensamentos soltos…
devia ser inconstitucional obrigar militantes de um partido a votar em bloco… tretas de esquerda, direita, centro etc são grandes tangas… vamos tentar tomar decisões racionais em vez de andar atados a ideiais esquisitos e desactualizados… temos um problema, analisamo-lo objectivamente, tomamos a decisão mais racional… exemplo (não é a minha opinião sobre nada): se alguém conseguir provar (objectivamente, tipo ao fim de 10 anos gastou-se menos 20%) que privatizar determinado serviço público é mais benéfico (financeiramente) para o país e não viola as regras básicas (constituicionais?) de que educação, saúde, etc devem ser garantidas pelo estado, então privatiza-se. Se se provar o contrário, não se privatiza… mas não vamos tomar erstas decisões de ânimo leve, sem envolver quem percebe melhor do assunto, ouvindo apenas lobbies…
porque é q quem está na oposição tem sempre de apontar o dedo ao governo e vice versa, sem _nunca_ se envolver numa discussão constructiva???
porque é q os cartazes políticos que enchem cidades inteiras (literalmente) – qual é o preço disto – estão cheios de ‘postas’. Aquilo que os cartazes traduzem são 2 gajos no café a mandar postas um ao outro. exemplo que me vem à cabeça, nada de especial contra quem o criou ‘quem nos meteu na crise não nos tira dela’… qual é o valor acrescentado que isto traz a quem lê o cartaz… querem fazer as pessoas pensar na base da retórica… por favor, mantenham-se objectivos… cabe à população castigar fortemente e rejeitar quem usa este tipo de publicidade…
porque é que 50% dos políticos são advogados? (ok eu não sei quais são as estatíticas) O meu palpite é que talvez seja das classes profissionais onde a retórica seja mais treinada e desenvolvida… objectividade precisa-se… (não estou a dizer que todos os advogados são maus políticos, simplesmente que a retórica é hoje sobrevalorizada e que isso não me agrada… de todo)
ok… chega por hoje… era fixe se o movimento tivesse um forum (online) ou outro tipo de canal para discussão que não só os comentários, que são algo limitados do meu ponto de vista…
disclaimer:
eu sou completamente apartidário e descrente na classe politica actual, independetemente de direitas, esquerdas e centros. Sempre que votei, votei em branco (excepto referendos), e já me abstive um número significativo de vezes (incluindo nas últimas europeias – eu sei é mau… devia ter posto lá o meu voto branco).